Turismo rural garante renda extra no campo

Turismo rural garante renda extra no campo

Por Jucilene Schneider e Gustavo Mejia

O circuito do turismo rural de Joinville, formado pela Estrada da Ilha, Estrada Bonita, Piraí, Quiriri e Dona Francisca, envolve cerva de 1,5 mil pessoas, de acordo com estimativas da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). Não há estatísticas atualizadas sobre o volume de visitantes e renda avinda desse segmento turístico no Estado, mas depoimentos de famílias e de representantes do setor mostram que a atividade turística ainda é secundária para os agricultores locais.

De acordo com Samir Migdady, presidente da Associação de Turismo Eco-Rural de Joinville (Aterj), a procura pelo turismo rural nos últimos anos tem sido tímida. O pico de visitação ocorre entre os meses de novembro e maio.

Criação de peixes e outros animais acaba ajudando a atrair visitantes /Foto: Jucilene Schneider

A Aterj foi fundada em 2005 para contribuir com o desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida dos agricultores familiares que resolveram empreender na atividade turística. Já são 14 propriedades associadas trabalhando para oferecer a seus visitantes contato direto com a natureza. A atividade também colabora para criar uma consciência ambiental e proporcionar uma alternativa de renda para que os agricultores continuarem no campo.

Dario Bergemann é o vice-presidente da Aterj e dono da Agrícola da Ilha, também chamada de Parque das Hemerocallis. A propriedade onde hoje fica o seu jardim foi herança do pai de sua esposa Neuza. São 32 anos trabalhando como jardineiro, um desafio para ele, que desistiu de um emprego estável em uma empresa têxtil para abrir seu próprio negócio.

Os planos iniciais de Dario não incluíam um jardim aberto ao público. Ele trabalhava apenas como paisagista e todas as plantas e flores usadas em seu trabalho eram cultivadas por outras pessoas. “O jardim é algo vivo, tem mais pontos a serem observados que uma casa”, ressaltou. Porém, ele percebeu que a qualidade das mudas não era muito boa, principalmente as hemerocallis, cujas cores sempre se misturavam pela falta de seleção dos fornecedores. O terreno herdado por Neuza ganhou uma função: o plantio das flores.

Aluguel de capela em meio ao jardim também ajuda na manutenção da propriedade / Foto: Jucilene Schneider

Atraídas pela beleza das flores, as pessoas, espontaneamente, começaram visitar o jardim de Dario, mas, até 2014, ele resistiu a cobrar a entrada. Atualmente, mesmo cobrando um ingresso de 20 reais por visitante, além de valores arrecadados com ensaios fotográficos e aluguel da capela – no centro do jardim – Dario afirma que não consegue se autossustentar apenas com o turismo. A principal fonte de renda da família ainda é o paisagismo e a venda de plantas que ocorre no local. Sete pessoas trabalham na propriedade, entre eles estão sua esposa e o filho, Tiago.

Dario calcula que, desde 2014, o público já aumentou em 25%. Os meses com maior fluxo de visitantes são outubro, novembro e dezembro, quando as hemerocallis estão em floração.

A maioria das propriedades incluídas no turismo rural comercializa produtos coloniais. Esse tipo de alimento muitas vezes ganha a preferência dos consumidores por ser natural e ter menos conservantes e produtos químicos de conservação. Em Joinville, os bairros Vila Nova e Pirabeiraba destacam-se no comércio de produtos, como bolachas, melado, banana, entre outros.

 

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