Reciclagem de lacres de alumínio auxilia cadeirantes

Reciclagem de lacres de alumínio auxilia cadeirantes

Por Amanda Primo e Sabrina Rodrigues

Uma pesquisa realizada em 2017 pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas) mostrou que o Brasil é o país que mais recicla alumínio no mundo, ficando à frente do Japão e dos Estados Unidos. Nesse mesmo ano, cerca de 280 mil toneladas de alumínio foram reaproveitadas em todo o país. Conforme dados da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), 97,3% das latas de alumínio para bebidas vendidas em 2017 retornaram para o ciclo produtivo,  o que equivale a 295,8 mil toneladas. Em Joinville,  empresas, escolas e ONGs participam de campanhas de arrecadação de lacres e latinhas. A venda desse material reverte-se em benefícios para a comunidade.

O Rotary Club trouxe para São Paulo, em 2010, o projeto de troca de lacres por cadeiras de rodas. Em Joinville, o Rotary é a entidade que mais coleta esse tipo de material. Os rotarianos contam com a ajuda de pessoas da comunidade e também de outras entidades, como o Senac e Lacre Amigo. 

Noventa quilos de lacres garantem uma cadeira de rodas / Foto: Amanda Primo

Segundo Salete Borges, bibliotecária do Senac que atua diretamente com o projeto na instituição de ensino, são necessários 90 kg (aproximadamente 140 garrafas pet cheias) de lacres para a troca por uma cadeira de rodas. Até agora, o Senac já beneficiou quatro cadeirantes.

O valor pago pelo alumínio varia conforme o tipo de material. Segundo o site Litoral Limpo, o custo do alumínio gira em torno de R$ 3,50 o kg. Para os lacres, o preço pode chegar a R$ 4,00. “Às vezes o alumínio baixa, às vezes sobe, depende também da oferta e da demanda”, explica o rotariano Edgar Bach. Com o dinheiro da venda do alumínio, o Rotary adquire as cadeiras e distribui para entidades parceiras. Os lacres são vendidos para uma fundição que processa o material e o recoloca no mercado. 

Uma das entidades que recolhem os lacres é a Litoral Sul, com o projeto Lacre Amigo. Os pontos de coleta em Joinville ficam na Doceria Sandem e na própria Litoral Sul. O projeto tem uma embaixadora, Mariana, 12 anos, que é deficiente visual desde os 40 dias de vida. Ela se engajou no programa, mobilizando familiares e amigos a fazerem parte. 

Fonte: Litoral Limpo

 

Reutilização do alumínio 

Mais presente no dia a dia dos brasileiros do que se imagina, o alumínio dá forma aos meios de transporte, embalagens, construções civis, utensílios, ferramentas e transmissões elétricas. Qualquer um desses itens pode ser reciclado diversas vezes sem perder suas qualidades no processo de reaproveitamento.

Por ser um metal mais concentrado, os lacres tem preço mais valorizados, pois têm menos perda durante sua fundição e  o custo da reciclagem é menor que o de produção, gerando 95% de economia em energia elétrica e também diminuindo as emissões de gases do efeito estufa. A reciclagem de uma latinha gera energia suficiente para manter um aparelho de TV ligado por três horas.

O processo de reciclagem do material passa pelas seguintes etapas: prensagem, fundição (quando são derretidas), lingotamento  (transporte), laminação e, finalmente, transformam-se em novas latas ou em outros produtos.

Ilustração Observatório da Coleta Seletiva

 

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