Pilotos de drift contam os desafios do esporte

Pilotos de drift contam os desafios do esporte


André Bueno e Gustavo Koch (atual campeão brasileiro e da Copa do Brasil de Drift) participam todos os anos de competições da modalidade. Entre uma manobra e outra nos treinamentos, os pilotos evoluem em busca de títulos como o do Campeonato Ultimate Drift 2021, previsto para acontecer em 10 etapas e em cinco locais diferentes com rodadas duplas.

O drift entrou na vida de André em 2012, graças a Amyl Ohara, um japonês que começou a trabalhar com o pai dele. “Ohara nos convidou para assistir a um treino e foi aí que conheci e me apaixonei pelo esporte”, relembra. Gustavo descobriu o drift por meio do filme Velozes e Furiosos, que ele viu em 2006. “Em 2008 um amigo meu voltou do Japão, trazendo carros de Drift e aí começou uma grande paixão”, conta.

Gustavo começou a competir em 2018, pelo campeonato brasiliense . Um ano depois, foi vice-campeão brasileiro, experiências que o fortaleceram para conquistar o campeonato brasileiro.

Entre os ídolos que servem de inspiração, André destaca pilotos norte-americanos e japoneses, como Chris Forsberg, Naoki Nakamura e Daigo Saito. Gustavo é fã de Nakamura e Chelsea Denofa. “Gosto de Nakamura pelo estilo arrojado de pilotar e do Chelsea pela ligação direta com as BMWs, além das dicas valiosas que ele passa”, revela.

Para ser um atleta profissional de drift, André considera importante ser apaixonado pelo esporte. “Além disso, é preciso ter muita força de vontade, pois é um esporte caro. É difícil se tornar um competidor, mas traz momentos incríveis à de quem está atrás do volante”, pondera.

Momento de uma batalha de drift. (Foto do site “Hoje em dia”)

Este ano, André traça como meta para as competições de drift fazer uma temporada melhor do que a anterior. “Pretendo manter constância como nos anos passados, subindo cada vez mais no pódio.” Para alcançar os objetivos nos torneios, ele faz ajustes no carro, que sofre com problemas de aquecimento excessivo, distribuição de peso e caixa de direção. “Sempre dá algum probleminha aqui e ali, o que me atrapalha muito. Este ano aproveitamos bastante o tempo para prepará-lo”, conta.

As metas de Gustavo para 2021 são defender os títulos de Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, conquistando novamente esses troféus. O atual campeão acredita que este ano os torneios serão muito disputados, pois o número de pilotos interessados na modalidade vem aumentando. Ele lamenta não conseguir treinar toda semana. “É um esporte muito caro e tenho dificuldades para me preparar em um local apropriado, então eu acabo treinando uma vez por mês”, revela.

Entre erros e acertos, Gustavo celebra os aprendizados adquiridos nas competições de drift. De uma etapa para a outra, sente-se mais tranquilo para as disputas. “A cada etapa você adquire mais bagagem”, destaca.
Os pilotos consideram o drift indispensável para suas rotinas. “É um estilo de vida, não me imagino mais vivendo sem o drift. Suo muito para deixar tudo sempre pronto para andar”, afirma Gustavo. Para André, o drift é mais que só um esporte, “é algo contagiante, viciante, emocionante e uma arte sobre rodas”.

Origem e regras do drift

Os torneios de drift são populares no Japão, graças ao lendário piloto Kunimitsu Takahashi, criador da técnica em 1970. Ele ficou famoso ao bater um “apex” (o ponto onde o carro está mais perto da curva, em alta velocidade, derrapando e saindo da curva com uma enorme rapidez). Após essa façanha, ele ganhou uma legião de fãs que deram início ao drift japonês na década de 70. No Brasil, o esporte surgiu em 2006 e se popularizou graças a série de filmes Velozes e Furiosos.

Um torneio de drift é dividido em duas partes: classificatórias e batalhas. Nas classificatórias, os pilotos são avaliados durante três voltas (sozinhos) em uma pista. A avaliação leva em conta três critérios: estilo, linha e ângulo. A volta de melhor desempenho é a que conta para a qualificação e os 16 primeiros formam as chaves de batalhas.

As batalhas compreendem duas voltas, cada uma com um piloto liderando. O primeiro líder é sempre o motorista melhor classificado entre os dois na primeira fase. Para haver um ganhador declarado, são necessários, no mínimo, dois votos favoráveis. No caso de empate, os pilotos precisam de mais duas voltas para decidirem o vencedor. Pode haver um número indeterminado de empates e o piloto que rodar tem a pontuação da volta zerada.

Se você quer saber mais sobre drift, acesse o site http://www.superdriftbrasil.com.br/entenda-o-drift/

A primeira escola de drift do Brasil fica anexa ao kartódromo do Beto Carreiro World (Foto: Beto Carrero World/Divulgação)
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