Museu Cemitério do Imigrante ganha novos atrativos para seus visitantes

Museu Cemitério do Imigrante ganha novos atrativos para seus visitantes

Por Bruna Schenekemberg

Reabriu este ano um dos museus mais importantes de Joinville, o Cemitério do Imigrante, após ficar mais de um ano fechado por conta da pandemia da Covid-19, assim como os demais da cidade. Acontece que durante esse período em que ficou fechado, o museu passou por restauro e ganhou  atrativos a mais para seus visitantes.

O Cemitério do Imigrante foi aberto em 1851 e desativado em 1913, sendo tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, como Patrimônio Histórico e Paisagístico Natural em 1962. Desde então, a Prefeitura de Joinville faz a manutenção e conservação deste espaço que pertence à Comunidade Evangélica Luterana de Joinville. O museu conta com aproximadamente dois mil sepultados e 490 sepulturas. 

Segundo o secretário de Cultura e Turismo (Secult), Guilherme Gassenferth,  a proposta é aprimorar a comunicação com os visitantes e ainda melhorar o potencial de pesquisa histórica e turismo que o local oferece. O projeto faz parte de uma série de ações da Prefeitura de Joinville para a retomada das atividades em espaços culturais da cidade.

Foram instalados 10 totens e essa proposta será complementada com placas QR Code que serão distribuídas pelo local. O conteúdo está em desenvolvimento. Todo o conteúdo dos totens e placas interativas é resultado do trabalho de pesquisa que vem sendo realizado no Cemitério dos Imigrantes, desde os anos 1980. Além das placas, o conteúdo também foi desenvolvido para ser mediado pelos assistentes culturais que atendem na Casa da Memória e podem acompanhar os visitantes durante o percurso.

As placas QR Code que serão instaladas mostram um pouco mais sobre a vida e a história de algumas pessoas que viveram e morreram no início da formação de Joinville, com a possibilidade de inserção de imagens e textos. A pesquisa e os textos foram desenvolvidos pelos pesquisadores Dilney Fermino da Cunha e também por Tiago Castano Moraes. Ambos são pesquisadores e técnicos da Secult, já o layout e design das peças foi desenvolvido por agência de comunicação.

Além da finalização na parte de comunicação visual, melhorias na acessibilidade e criação de espaço expositivo na Casa da Memória, loja e café também são possibilidades de ampliações futuras, de acordo com o Guilherme, secretário da Secult. 

“Quem visitar poderá notar algumas mudanças que integrarão a nova sinalização, prevista para ser implantada em breve, como novos painéis informativos. A médio prazo, vamos formar a Quadra Cultural, contemplando, além do Cemitério do Imigrante, a Cidadela, o Museu de Arte de Joinville (MAJ) e o Instituto Juarez Machado. Assim, vamos unir ainda mais cultura e turismo”, acrescenta o secretário da Secult.

A reabertura do Cemitério do Imigrante faz parte de uma série de ações da Prefeitura para a volta das atividades de espaços culturais e artísticos do município. No primeiro semestre, foram reabertos o Memorial da Bicicleta e o Arquivo Histórico. A historiadora e professora cultural Valdete Daufemback, comenta que  esse investimento na cultura da cidade como um todo é boa, pois valoriza a cultura e a memória da cidade. 

Desde a reabertura  do museu em julho, estima-se que mais de mil pessoas tenham passado pelo local, com uma média de 20 pessoas por dia. Para você que ficou interessado em visitar, pode agendar visitas no local individualmente ou em grupos pelo telefone (47) 3433-3732 ou pelo e-mail secult.upm.cm@joinville.sc.gov.br

A entrada é gratuita e o Cemitério do Imigrante abre de terça a domingo, das 10h às 16h, e os visitantes devem seguir todos os protocolos sanitários contra a Covid-19, com uso de máscara de proteção e álcool em gel.

Fundadores históricos

Conhece Frederico Bruestlein, Ottokar Doerffel? São uns dos principais fundadores de Joinville e estão sepultados no Cemitério do Imigrante. O engenheiro francês Frederico Bruestlein, foi um dos administrador das propriedades do príncipe da Colina Dona Francisca, sendo enterrado no cemitério em 22 de fevereiro de 1911, já o fundador do primeiro jornal “Kolonie-Zeitung” e terceiro prefeito da cidade Ottokar Doerffel, foi sepultado em  18 de novembro de 1906. 

Mas engana quem pensa que só pessoas de elites foram enterradas no cemitério que atualmente se tornou um museu, há também escravos sepultados no local. Uma curiosidade é que o Cemitério do Imigrantes era apenas para luteranos e depois de algum tempo católicos passaram a ser enterrados no mesmo ambiente. 

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