Evento aproxima ciência da comunidade

Evento aproxima ciência da comunidade

O Jardim Botânico de São José recebeu, no último final de semana, pesquisadores que mostraram ao público os resultados de seus estudos. A programação da 16ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), com o tema “Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável“, ocorreu na sexta-feira e sábado. Oficinas e rodas de conversa também fizeram parte do evento, organizado pela SBPC-SC (Sociedade Brasileira de Progresso para a Ciência, regional de Santa Catarina).

Aproximar a ciência de crianças, jovens e da comunidade em geral foi o principal objetivo da programação. Quem foi ao Jardim Botânico encontrou barracas espalhadas pelo pátio e pode conhecer diversos projetos, como o Laboratório de Conservação e Gestão Costeira e Projeto Carnívoros da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).  A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) demonstrou, na prática, como cultivar cogumelos comestíveis e também levou a exposição Planeta dos Insetos. Em outra barraca,  biólogos e engenheiros agrônomos do Laboratório de Ecologia Humana e Etnobotânica (UFSC) explicaram a Permacultura.

Na abertura do evento o estudante Daniel Kuaray, da aldeia indígena M-Biguaçu, compartilhou seus conhecimentos com jovens estudantes e professores. Ele está concluindo um curso de licenciatura na UFSC, voltado especificamente para a comunidade indígena. Seu trabalho de conclusão de curso aborda plantas medicinais. Entre as muitas perguntas feitas, Daniel falou sobre o modo de divisão de tarefas entre homens, mulheres e crianças na aldeia, destacou a importância da demarcação de terras e abordou a relação dos Guaranis com a natureza. “A ciência é importante também para nosso povo indígena porque ajuda a gente a compreender o mundo e também a explicar o nosso conhecimento. Hoje, felizmente, temos muitos indígenas estudando, pesquisando e isso não faz com que deixemos de lado nossos costumes e saberes”, afirmou.

 

Daniel Kuaray compartilha sobre a aldeia em que mora e como é a rotina dos guaranis. / Foto: Marília Moraes

Para Muryel de Carvalho Gonçalves, do Grupo de Trabalho de Divulgação Científica da SBPC, eventos como o realizado no Jardim Botânico são importantes para mudar o esterótipo de que o cientista é um ser de jaleco branco trancado num laboratório. “A ciência está aí presente no dia a dia das pessoas. Temos muitos cientistas jovens desenvolvendo pesquisas importantíssimas e nem sempre a comunidade sabe disso”, destacou.

Primeira Hora

A Web Rádio Primeira Hora, da Faculdade Ielusc, participou Semana Nacional de Ciência e Tecnologia coletando uma série de depoimentos dos cientistas sobre projetos em desenvolvimento. Os relatos serão compartilhados durante a programação no Momento da Ciência. 

 

 

 

 

 

 

 

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