Comunidade quilombola de Araquari será tema de reportagem

Comunidade quilombola de Araquari será tema de reportagem

O Catumbi, tradição que mistura rezas, cantorias, batuques de tambores e alegorias, é conservado até os dias atuais pela comunidade quilombola de Itapocu, em Araquari. Foi durante o estágio na Defensoria Pública da União, que a estudante de Jornalismo Thalita Pires tomou conhecimento do Catumbi e decidiu que mais pessoas precisavam conhecer essa história. Para contá-la, ela vai produzir uma reportagem multimídia. Na segunda-feira, ela abriu a temporada de bancas de projetos experimentais com a apresentação do trabalho “Remanescentes: planejamento de uma reportagem multimídia sobre a comunidade quilombola de Itapocu”.

Por conta do isolamento social, a apresentação ocorreu por videoconferência. Thalita trouxe informações colhidas por meio de pré-entrevistas e dados sobre as comunidades quilombolas no Estado. Ela também colheu imagens da comunidade do Itapocu e, mais especificamente do catumbi.

A banca avaliadora contou com as professoras doutoras Maria Elisa Máximo e Marília Crispi de Moraes. Os colegas da oitava fase de Jornalismo acompanharam a apresentação. A professora Maria Elisa destacou a importância do trabalho proposto pela estudante, a fim de dar voz aos negros. “Num país onde o racismo é estrutural, é sempre necessário falar, mostrar as comunidades quilombolas e você vai fazer isso”, destacou.

A fala de Maria Elisa emocionou a todos. Ela elogiou os estudantes pela coragem de levar adiante seus trabalhos em plena pandemia, lutando contra muitas adversidades. Em seguida, a professora sugeriu formas de utilização da reportagem também no TCC que a aluna deseja fazer, indicou referências bibliográficas e até uma possível estruturação para a monografia.

A professora Marília sugeriu que Thalita busque informações também junto ao IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), no escritório de São Francisco do Sul.  Ela também destacou a dissertação de Aldair Carvalho, o “Daia”, como material de pesquisa essencial para a reportagem de Thalita. Ao final, a estudante foi aprovada com nota 9,5.

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