Aluna propõe soluções de design inclusivo para daltônicos

Aluna propõe soluções de design inclusivo para daltônicos

Na última quarta-feira, Helena Bosse apresentou seu trabalho de conclusão de curso, Acessibilidade e Jornalismo Visual. Ela abordou a inclusão digital em meios de comunicação jornalísticos para pessoas que possuem daltonismo, ou seja, dificuldade de identificar cores. Atualmente, o daltonismo afeta cerca de 5% da população mundial.

Helena definiu dois tipos de vertentes que podem lidar com a questão, a de design inclusivo, em que um produto é adaptado de forma a conseguir atender o maior número possível de pessoas, não se limitando somente a pessoas com alguma deficiência ou necessidade; e a de acessibilidade, em que ocorre uma adaptação do produto especificamente para pessoas com alguma limitação. 

Acessibilidade de pessoas com deficiência visual a informações jornalísticas é o tema do TCC da estudante/ Foto: Thiago Rodrigues

Helena escolheu  a Folha de São Paulo como objeto de estudo. Uma das reclamações mais comuns é que o símbolo de compartilhamento não possui contraste, o que dificulta aos daltônicos encontrar o ícone. Helena sugere que o tom usado seja mais escuro, para facilitar o uso da página. Outro problema é a associação de cores para indicar algo, como vermelho para  erro e verde para  acerto (azul, no caso da Folha). A recomendação de Helena é usar símbolos  como “v” para acerto e “x” par erro, pois assim a pessoa não precisa identificar cores para conseguir entender a página.

A aluna propõe um design interativo e inclusivo, isso é, uma mídia que responde às ações do usuário e que funciona tanto para o público com alguma deficiência quanto para o pública sem qualquer limitação visual. “Antes mesmo de projetar algum produto, algum ambiente, algum serviço, eu penso na inclusão e para atender as necessidades do maior público possível, não se limitando a atender somente pessoas com algum tipo de deficiência”, afirmou.

A banca avaliadora foi composta pelo designer Willian Amphilóquio e pela antropóloga Maria Elisa Maximo. A professora Kérley Winques orientou a pequisa. Helena foi aprovada com nota 10.

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